Não. Não me compare a
nada.
Não me encaixe em conceitos
limitados, pré-formados.
Não sou como as
pessoas me projetam.
Não sou igual a
ninguém.
É, eu sei, tampouco
sou óbvia e fácil de entender
Mas apenas me aceite,
sem ter de interpretar
Assim como eu, não se
compare a nada,
nem a ninguém.
A comparação implica a
falta de amor-próprio.
E amar a si mesmo é revestir-se
de força e coragem
É cingir-se da
confiança que alimenta os passos
Na direção da verdade
sobre nós mesmos.
Luciana de Castro Regis

